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Longo prazo e integração territorial pautam o planejamento urbano

Governança metropolitana, segurança pública e participação cidadã na pauta / Foto: Raul Kawamura

O planejamento do espaço público, a participação cidadã, governança metropolitana e uma gestão preocupada com uma cidade feita para pessoas são fundamentais para o desenvolvimento de cidades interligadas e sustentáveis. Este foi o entendimento dos palestrantes do Auditório Tabocas, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, na tarde desta quarta-feira (26). Os debates integram a programação do segundo dia do Fórum Internacional HOJE Cidades Sustentáveis.

A abordagem das cidades interligadas e das metrópoles foram debatidas pelo especialista em planejamento e gestão urbana metropolitana Jório Cruz. Entre os diversos pontos necessários para a governança das metrópoles, ele destacou que a ação deve ser integrada: “o planejamento deve investir não só na paisagem, mas também nas atividades econômicas, sociais, culturais e ambientais”.

Já as lições de urbanismo aprendidas com as cidades colombianas de Medellín e Bogotá foram o tema abordado por Murilo Cavalcante, secretário de Segurança Urbana do Recife. Em sua explanação, ele ressaltou que características como a violência, desigualdade e exclusão devem ser erradicadas. “A cidade não pode ser excludente. O jovem da periferia, por exemplo, também quer ser protagonista da cidade. Por isso, uma sociedade participativa é fundamental”, afirmou.

O arquiteto e urbanista colombiano Gustavo Restrepo, referência mundial no planejamento urbano, partiu do mesmo princípio, discutindo a transformação dos espaços a partir de uma cultura cidadã. “As cidades e metrópoles são feitas de pessoas, por isso é preciso ser muito cuidadoso com o povo, além do território. Isso envolve participação, ouvir, conversar, pensar a cidade em conjunto com os cidadãos”, defendeu.

Mediando o debate, o professor da UFPE Fabiano Diniz, doutor em geografia e urbanismo, apontou dois temas centrais para pensar as cidades interligadas e planejadas: as abordagens do espaço e do tempo necessário para as mudanças. “É preciso ter como referência a transformação que a cidade sofreu no passado, mas com a visão de futuro, lembrando que pensar o futuro diz respeito a tornar as cidades sustentáveis”, declarou. No que diz respeito ao futuro, o presidente do CAU/PE, Roberto Montezuma, reforçou a defesa do planejamento de longo prazo. “Uma cidade sustentável se faz em 20, 30 anos. O longo prazo é fundamental para pensar o espaço urbano. E o Brasil precisa dessa transformação”, pontuou.

A prefeita de Caruaru, também presente à ocasião, lembrou ainda que, para o desenvolvimento de espaços sustentáveis e voltados para a experiência dos cidadãos, a matéria prima é a ideia. “Esses debates nos deixam inquietos, nos fazem pensar no nosso ambiente, em quais atitudes simples podemos tomar para obter bons resultados. Basta ter vontade política e saber onde se quer chegar”, apontou.

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